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Se você deseja adquirir seu imóvel, novo ou usado, mas não possui a quantia em dinheiro suficiente para adquiri-lo, a solução pode estar no empréstimo imobiliário. Criado para atender a demanda daquela parcela da população que não pode arcar com os grandes custos de comprar um imóvel à vista, o empréstimo imobiliário está disponível em diversas instituições financeiras. Tudo vai depender do tipo de imóvel que você tem em vista, do quanto pode arcar financeiramente e de estar em condições de ser aceito pelo banco.
Lembre-se que o empréstimo imobiliário significa a tomada de dinheiro emprestado. Não conseguir cumprir com o contrato (número de parcelas, valor da prestação, etc.) implica em perder as prestações já pagas e o imóvel. É imprescindível analisar e escolher bem não só um imóvel que caiba no seu bolso, como o plano para que ele se torne seu.
Os empréstimos imobiliários disponíveis no país são o Sistema Financeiro da habitação (SFH), financiamento direto, carteira hipotecária e linhas de crédito especiais da CEF (Caixa Econômica Federal). As taxas de juros e os prazos dos contratos costumam ser vantajosos, mas é preciso avaliar sua capacidade pagadora. Para empréstimo pelo SFH, o imóvel não pode ultrapassar o valor de R$350.000, e pode ser financiado até 70% do valor do imóvel, a 12% de juros ao ano. O empréstimo deverá ser quitado em no máximo 15 anos, com reajustes pela TR e o valor da prestação não pode ultrapassar 25% da renda familiar. Na Carteira hipotecária, o imóvel financiado tem que estar acima de R$350.000 e os juros são de 12,5% ao ano. O reajuste e o prazo máximo são como os do SFH, mas pode ser comprometido até 33% da renda familiar. No empréstimo imobiliário direto com as construtoras, essas normalmente financiam de 60 a 70% do imóvel, mas o prazo máximo de quitação é de 6 anos, com taxas de 12% ao ano.
Para os empréstimos imobiliários disponíveis na Caixa Econômica Federal, vale uma visita ao site ou à agência mais próxima. Existem diversas linhas disponíveis (FGTS, SBPE, SFI) e cada um deles tem características e requisitos próprios. Um deles pode ser o mais adequado às suas necessidades.
Os bancos possuem diversas linhas de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. Os bancos brasileiros estão entre os mais lucrativos do mundo e são tidos como os bancos com maior spread – em termos simples, spread é aquela diferença entre o valor pago pela aplicação no banco e o valor cobrado por um empréstimo no banco. O crédito é oferecido a juros altos aos brasileiros e este, por diversos motivos, tem tomado cada vez mais dinheiro emprestado. Procurados por pessoas ou empresas em busca de um empréstimo, os bancos decidem a aprovação ou não dessa solicitação baseados na avaliação dos riscos e ganhos potenciais.
Para conceder crédito, os bancos fazem uma profunda análise do cliente que solicita o empréstimo, seja ele pessoa física ou jurídica. No caso das pessoas físicas, existem hoje nos bancos crédito pessoal, crédito imobiliário, crédito consignado, crédito salário e outros tipos de crédito. Para pessoas jurídicas, existe toda uma gama de crédito disponível nos bancos para financiar a aquisição de equipamentos, capital de giro e outras necessidades das empresas.
Pessoas físicas são avaliadas pelo banco quanto á sua capacidade de crédito. O banco concederá o crédito após análise dos riscos envolvidos. O Banco Central possui um banco de dados em permanente atualização que lista o histórico do crédito de pessoas físicas e jurídicas.
No caso de pequenas empresas, para liberar o crédito os bancos analisam o cadastro da empresa e de seus sócios. Também avaliam se dispõe da linha de crédito adequada para a empresa e definem as garantias que serão necessárias para o fechamento do negócio.
Os interessados em ter acesso ao crédito fornecido pelos bancos devem avaliar suas reais necessidades e capacidade de endividamento, isto é, a capacidade de pagar as dívidas contraídas com o empréstimo. Com os altos juros cobrados no Brasil, é essencial que o cliente esteja seguro da necessidade de contrair crédito no banco, assim como deve ter em mente a importância de verificar a viabilidade do pagamento da dívida contraída.
O mercado imobiliário no Brasil encontra-se aquecido no momento. Depois de uma época de marasmo, modificações na legislação e a estabilidade econômica criaram um ambiente propício para a atual expansão do mercado. Especialistas apontam para um déficit habitacional em torno de 7 milhões de unidades no Brasil. A maior parte desse déficit encontra-se nos imóveis ofertados para famílias com renda máxima de três salários mínimos. No entanto, o maior volume de financiamento é direcionado não a esse segmento mas aos imóveis cujo valor financiado fica em torno de R$ 100 mil e que exigem renda maior para serem financiados.
Na história do mercado imobiliário brasileiro podem-se distinguir fases bem marcadas, acompanhando as crises econômicas e a legislação existente. A primeira legislação do setor só veio a ser implantada em 1964, sendo um marco importante para a regulação e organização do setor, tornando as relações do mercado imobiliário mais estáveis e abrindo caminho para a criação do Banco Nacional de Habitação, em 1966. O chamado BNH financiou em larga escala e atingiu praticamente todos os níveis de renda no país. Com a estagnação econômica e os altos índices de inflação dos anos 80, o mercado sofreu uma forte desorganização, culminando com extinção do BNH. A década seguinte só fez aumentar a desorganização do setor, que sofreu um encolhimento e partiu para os financiamentos diretos, em que a própria construtora financiava seus imóveis. Esse modelo possuía graves limitações e terminou por mostrar-se inviável para o setor.
Hoje, com a Lei 10.931 de agosto de 2004 em vigor, novas regras vieram para incentivar o mercado imobiliário. As inovações da lei aliadas a uma ambiente econômico favorável deu um novo impulso aos financiamentos. Em 2006, os financiamentos imobiliários do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo foram de R$ 9,5 milhões e em 2007 continuam crescendo. Os especialistas afirmam que as medidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) irão melhorar ainda mais o mercado imobiliário.
O mercado imobiliário mantém-se como um mercado interessante do ponto de vista do investidor, sendo o imóvel um ativo seguro que, apesar da menor rentabilidade e liquidez, sempre encontra compradores.
O crédito pessoal é aquele contraído por pessoa física em alguma instituição financeira. É quase sempre utilizado para conseguir recursos financeiros para a resolução de assuntos particulares. Antes de tudo, é importante lembrar que numa economia com juros tão altos quanto a nossa, o crédito pessoal não é uma boa idéia de maneira geral. Apesar de ser um mercado extremamente competitivo, com dezenas de instituições oferecendo crédito pessoal através de maciça propaganda na mídia e até mesmo pela abordagem direta nas ruas, as taxas não são vantajosas para o consumidor. Com as altas taxas de juros, a alternativa mais lucrativa é investir para usufruir dos ganhos proporcionados por essas taxas. Ao fazer o crédito pessoal, lembre-se de que na maioria das vezes você estará perdendo e não ganhando dinheiro.
O problema é que muitas vezes não conseguimos manter as rédeas em nosso orçamento doméstico e nos vemos obrigados a conseguir dinheiro além de nossa renda habitual para saldar dívidas, compromissos mal planejados ou gastos imprevistos e urgentes. A opção é fazer um crédito pessoal.
Existem diversas modalidades de crédito pessoal disponíveis no mercado. O consumidor deve estar atento a taxas, condições de pagamento, prazos, valores e tipos de reajuste de prestações. Também é fundamental avaliar a instituição financeira que oferece o crédito pessoal. O crédito pessoal normalmente é oferecido por bancos e por financeiras. No caso dos bancos, procure o gerente e informe-se sobre as modalidades e taxas de crédito pessoal que você tem acesso. Lembre-se que nem sempre o fato de ter conta em um banco garante a você as melhores condições. No caso de financeiras, costumam oferecer credito pessoal com menos burocracia, mas os juros costumam ser ainda mais altos. Com juros tão altos, é fácil o devedor perder o controle de sua dívida e o que parecia solução acaba aumentando o problema.
Tenha em mente que o credito pessoal pode facilitar sua vida num momento difícil, com gastos imprevistos ou urgentes para os quais não é possível uma outra saída. Se o crédito pessoal for a única opção para você no momento, pesquise. O Banco Central publica em seu site um quadro atualizado das taxas praticadas pelas instituições. Compare. E lembre-se de consultar também a lista das instituições mais reclamadas, no próprio site do BC.