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No Brasil, a Caixa Econômica Federal, é o principal banco responsável por concessão de crédito imobiliário. Os principais programas de Habitação são financiados pela CAIXA, inclusive o programa Minha Casa Minha Vida que já se encontra na sua segunda etapa.
O crédito imobiliário da Caixa acaba sendo o mais escolhido pela grande maioria dos brasileiros devido a algumas atratividades, como uma menor taxa de juros e a opção de uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagamento do financiamento. Mas também, porque muitos empreendimentos sendo construídos no país atualmente, mesmo os de empresas privadas, fazem parceiras com o governo em programas do Plano Habitacional como Minha Casa Minha Vida, para atrair mais clientes, devido às facilidades de financiamento pela Caixa.
Não é necessário ser correntista do banco para pedir o financiamento, embora possa haver planos especiais e descontos para tal.
O valor da prestação não pode comprometer mais de 30% da renda mensal líquida do contratante. E o prazo para pagamento do financiamento varia conforme a renda de cada pessoa. A comprovação de renda se dá por meio de holerites (sendo necessário estar registrado há pelo menos três meses) ou em caso de trabalho autônomo, apresentação dos últimos seis extratos bancários para averiguação das movimentações realizadas e então análise.
Tanto Pessoa Física quanto Jurídica podem contratar esse serviço. E o imóvel desejado, pode ser tanto novo quanto usado. Sendo que os novos têm maior porcentagem de financiamento, isto é, enquanto os imóveis usados possam ter entre 60% e 80% do valor total financiado, os novos podem chegar a 100%.
Se você deseja adquirir seu imóvel, novo ou usado, mas não possui a quantia em dinheiro suficiente para adquiri-lo, a solução pode estar no empréstimo imobiliário. Criado para atender a demanda daquela parcela da população que não pode arcar com os grandes custos de comprar um imóvel à vista, o empréstimo imobiliário está disponível em diversas instituições financeiras. Tudo vai depender do tipo de imóvel que você tem em vista, do quanto pode arcar financeiramente e de estar em condições de ser aceito pelo banco.
Lembre-se que o empréstimo imobiliário significa a tomada de dinheiro emprestado. Não conseguir cumprir com o contrato (número de parcelas, valor da prestação, etc.) implica em perder as prestações já pagas e o imóvel. É imprescindível analisar e escolher bem não só um imóvel que caiba no seu bolso, como o plano para que ele se torne seu.
Os empréstimos imobiliários disponíveis no país são o Sistema Financeiro da habitação (SFH), financiamento direto, carteira hipotecária e linhas de crédito especiais da CEF (Caixa Econômica Federal). As taxas de juros e os prazos dos contratos costumam ser vantajosos, mas é preciso avaliar sua capacidade pagadora. Para empréstimo pelo SFH, o imóvel não pode ultrapassar o valor de R$350.000, e pode ser financiado até 70% do valor do imóvel, a 12% de juros ao ano. O empréstimo deverá ser quitado em no máximo 15 anos, com reajustes pela TR e o valor da prestação não pode ultrapassar 25% da renda familiar. Na Carteira hipotecária, o imóvel financiado tem que estar acima de R$350.000 e os juros são de 12,5% ao ano. O reajuste e o prazo máximo são como os do SFH, mas pode ser comprometido até 33% da renda familiar. No empréstimo imobiliário direto com as construtoras, essas normalmente financiam de 60 a 70% do imóvel, mas o prazo máximo de quitação é de 6 anos, com taxas de 12% ao ano.
Para os empréstimos imobiliários disponíveis na Caixa Econômica Federal, vale uma visita ao site ou à agência mais próxima. Existem diversas linhas disponíveis (FGTS, SBPE, SFI) e cada um deles tem características e requisitos próprios. Um deles pode ser o mais adequado às suas necessidades.
Os bancos possuem diversas linhas de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. Os bancos brasileiros estão entre os mais lucrativos do mundo e são tidos como os bancos com maior spread – em termos simples, spread é aquela diferença entre o valor pago pela aplicação no banco e o valor cobrado por um empréstimo no banco. O crédito é oferecido a juros altos aos brasileiros e este, por diversos motivos, tem tomado cada vez mais dinheiro emprestado. Procurados por pessoas ou empresas em busca de um empréstimo, os bancos decidem a aprovação ou não dessa solicitação baseados na avaliação dos riscos e ganhos potenciais.
Para conceder crédito, os bancos fazem uma profunda análise do cliente que solicita o empréstimo, seja ele pessoa física ou jurídica. No caso das pessoas físicas, existem hoje nos bancos crédito pessoal, crédito imobiliário, crédito consignado, crédito salário e outros tipos de crédito. Para pessoas jurídicas, existe toda uma gama de crédito disponível nos bancos para financiar a aquisição de equipamentos, capital de giro e outras necessidades das empresas.
Pessoas físicas são avaliadas pelo banco quanto á sua capacidade de crédito. O banco concederá o crédito após análise dos riscos envolvidos. O Banco Central possui um banco de dados em permanente atualização que lista o histórico do crédito de pessoas físicas e jurídicas.
No caso de pequenas empresas, para liberar o crédito os bancos analisam o cadastro da empresa e de seus sócios. Também avaliam se dispõe da linha de crédito adequada para a empresa e definem as garantias que serão necessárias para o fechamento do negócio.
Os interessados em ter acesso ao crédito fornecido pelos bancos devem avaliar suas reais necessidades e capacidade de endividamento, isto é, a capacidade de pagar as dívidas contraídas com o empréstimo. Com os altos juros cobrados no Brasil, é essencial que o cliente esteja seguro da necessidade de contrair crédito no banco, assim como deve ter em mente a importância de verificar a viabilidade do pagamento da dívida contraída.
O mercado imobiliário no Brasil encontra-se aquecido no momento. Depois de uma época de marasmo, modificações na legislação e a estabilidade econômica criaram um ambiente propício para a atual expansão do mercado. Especialistas apontam para um déficit habitacional em torno de 7 milhões de unidades no Brasil. A maior parte desse déficit encontra-se nos imóveis ofertados para famílias com renda máxima de três salários mínimos. No entanto, o maior volume de financiamento é direcionado não a esse segmento mas aos imóveis cujo valor financiado fica em torno de R$ 100 mil e que exigem renda maior para serem financiados.
Na história do mercado imobiliário brasileiro podem-se distinguir fases bem marcadas, acompanhando as crises econômicas e a legislação existente. A primeira legislação do setor só veio a ser implantada em 1964, sendo um marco importante para a regulação e organização do setor, tornando as relações do mercado imobiliário mais estáveis e abrindo caminho para a criação do Banco Nacional de Habitação, em 1966. O chamado BNH financiou em larga escala e atingiu praticamente todos os níveis de renda no país. Com a estagnação econômica e os altos índices de inflação dos anos 80, o mercado sofreu uma forte desorganização, culminando com extinção do BNH. A década seguinte só fez aumentar a desorganização do setor, que sofreu um encolhimento e partiu para os financiamentos diretos, em que a própria construtora financiava seus imóveis. Esse modelo possuía graves limitações e terminou por mostrar-se inviável para o setor.
Hoje, com a Lei 10.931 de agosto de 2004 em vigor, novas regras vieram para incentivar o mercado imobiliário. As inovações da lei aliadas a uma ambiente econômico favorável deu um novo impulso aos financiamentos. Em 2006, os financiamentos imobiliários do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo foram de R$ 9,5 milhões e em 2007 continuam crescendo. Os especialistas afirmam que as medidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) irão melhorar ainda mais o mercado imobiliário.
O mercado imobiliário mantém-se como um mercado interessante do ponto de vista do investidor, sendo o imóvel um ativo seguro que, apesar da menor rentabilidade e liquidez, sempre encontra compradores.
O crédito pessoal é aquele contraído por pessoa física em alguma instituição financeira. É quase sempre utilizado para conseguir recursos financeiros para a resolução de assuntos particulares. Antes de tudo, é importante lembrar que numa economia com juros tão altos quanto a nossa, o crédito pessoal não é uma boa idéia de maneira geral. Apesar de ser um mercado extremamente competitivo, com dezenas de instituições oferecendo crédito pessoal através de maciça propaganda na mídia e até mesmo pela abordagem direta nas ruas, as taxas não são vantajosas para o consumidor. Com as altas taxas de juros, a alternativa mais lucrativa é investir para usufruir dos ganhos proporcionados por essas taxas. Ao fazer o crédito pessoal, lembre-se de que na maioria das vezes você estará perdendo e não ganhando dinheiro.
O problema é que muitas vezes não conseguimos manter as rédeas em nosso orçamento doméstico e nos vemos obrigados a conseguir dinheiro além de nossa renda habitual para saldar dívidas, compromissos mal planejados ou gastos imprevistos e urgentes. A opção é fazer um crédito pessoal.
Existem diversas modalidades de crédito pessoal disponíveis no mercado. O consumidor deve estar atento a taxas, condições de pagamento, prazos, valores e tipos de reajuste de prestações. Também é fundamental avaliar a instituição financeira que oferece o crédito pessoal. O crédito pessoal normalmente é oferecido por bancos e por financeiras. No caso dos bancos, procure o gerente e informe-se sobre as modalidades e taxas de crédito pessoal que você tem acesso. Lembre-se que nem sempre o fato de ter conta em um banco garante a você as melhores condições. No caso de financeiras, costumam oferecer credito pessoal com menos burocracia, mas os juros costumam ser ainda mais altos. Com juros tão altos, é fácil o devedor perder o controle de sua dívida e o que parecia solução acaba aumentando o problema.
Tenha em mente que o credito pessoal pode facilitar sua vida num momento difícil, com gastos imprevistos ou urgentes para os quais não é possível uma outra saída. Se o crédito pessoal for a única opção para você no momento, pesquise. O Banco Central publica em seu site um quadro atualizado das taxas praticadas pelas instituições. Compare. E lembre-se de consultar também a lista das instituições mais reclamadas, no próprio site do BC.