|
|
No Brasil, a Caixa Econômica Federal, é o principal banco responsável por concessão de crédito imobiliário. Os principais programas de Habitação são financiados pela CAIXA, inclusive o programa Minha Casa Minha Vida que já se encontra na sua segunda etapa.
O crédito imobiliário da Caixa acaba sendo o mais escolhido pela grande maioria dos brasileiros devido a algumas atratividades, como uma menor taxa de juros e a opção de uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagamento do financiamento. Mas também, porque muitos empreendimentos sendo construídos no país atualmente, mesmo os de empresas privadas, fazem parceiras com o governo em programas do Plano Habitacional como Minha Casa Minha Vida, para atrair mais clientes, devido às facilidades de financiamento pela Caixa.
Não é necessário ser correntista do banco para pedir o financiamento, embora possa haver planos especiais e descontos para tal.
O valor da prestação não pode comprometer mais de 30% da renda mensal líquida do contratante. E o prazo para pagamento do financiamento varia conforme a renda de cada pessoa. A comprovação de renda se dá por meio de holerites (sendo necessário estar registrado há pelo menos três meses) ou em caso de trabalho autônomo, apresentação dos últimos seis extratos bancários para averiguação das movimentações realizadas e então análise.
Tanto Pessoa Física quanto Jurídica podem contratar esse serviço. E o imóvel desejado, pode ser tanto novo quanto usado. Sendo que os novos têm maior porcentagem de financiamento, isto é, enquanto os imóveis usados possam ter entre 60% e 80% do valor total financiado, os novos podem chegar a 100%.
O mercado imobiliário no Brasil encontra-se aquecido no momento. Depois de uma época de marasmo, modificações na legislação e a estabilidade econômica criaram um ambiente propício para a atual expansão do mercado. Especialistas apontam para um déficit habitacional em torno de 7 milhões de unidades no Brasil. A maior parte desse déficit encontra-se nos imóveis ofertados para famílias com renda máxima de três salários mínimos. No entanto, o maior volume de financiamento é direcionado não a esse segmento mas aos imóveis cujo valor financiado fica em torno de R$ 100 mil e que exigem renda maior para serem financiados.
Na história do mercado imobiliário brasileiro podem-se distinguir fases bem marcadas, acompanhando as crises econômicas e a legislação existente. A primeira legislação do setor só veio a ser implantada em 1964, sendo um marco importante para a regulação e organização do setor, tornando as relações do mercado imobiliário mais estáveis e abrindo caminho para a criação do Banco Nacional de Habitação, em 1966. O chamado BNH financiou em larga escala e atingiu praticamente todos os níveis de renda no país. Com a estagnação econômica e os altos índices de inflação dos anos 80, o mercado sofreu uma forte desorganização, culminando com extinção do BNH. A década seguinte só fez aumentar a desorganização do setor, que sofreu um encolhimento e partiu para os financiamentos diretos, em que a própria construtora financiava seus imóveis. Esse modelo possuía graves limitações e terminou por mostrar-se inviável para o setor.
Hoje, com a Lei 10.931 de agosto de 2004 em vigor, novas regras vieram para incentivar o mercado imobiliário. As inovações da lei aliadas a uma ambiente econômico favorável deu um novo impulso aos financiamentos. Em 2006, os financiamentos imobiliários do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo foram de R$ 9,5 milhões e em 2007 continuam crescendo. Os especialistas afirmam que as medidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) irão melhorar ainda mais o mercado imobiliário.
O mercado imobiliário mantém-se como um mercado interessante do ponto de vista do investidor, sendo o imóvel um ativo seguro que, apesar da menor rentabilidade e liquidez, sempre encontra compradores.
O crédito rural é o crédito destinado especificamente aos produtores rurais. Foi criado para estimular a atividade agropecuária, ajudando no custeio da produção e comercialização de produtos do setor. O crédito rural também serve para financiar a implantação de métodos de produção mais racionais e de maior produtividade.
De acordo com o Banco Central, o crédito rural pode ser utilizado para custear as despesas do ciclo produtivo, assim como para investir em bens ou serviços relacionados à produção e a comercialização dos produtos agropecuários. O beneficiamento e a industrialização dos produtos agropecuários também podem ser financiados pelo credito rural.
Em princípio, todo produtor rural,seja pessoa física ou jurídica, pode utilizar o crédito rural, bem como as cooperativas de produtores rurais. Pessoas físicas ou jurídicas que trabalhem com pesquisa e produção de mudas, sementes, sêmen, inseminação artificial, pesca comercial e serviços mecanizados de natureza agropecuária também podem se beneficiar do crédito rural. Atualmente, algumas instituições financeiras estão abrindo créditos especiais para a produção de agricultura orgânica.
Para obter o credito rural, as exigências variam de acordo com a instituição financeira. As instituições verificam a idoneidade do pleiteante e, via de regra, exigem a apresentação de um plano ou projeto para utilização dos recursos pleiteados. É normal também que seja exigido um planejamento de prazos para o desembolso e reembolso do empréstimo obtido. As instituições financeiras podem tomar como garantia para empréstimo a penhora da produção ou bens moveis e imóveis, desde que sejam aqueles permitidos pelo Conselho Monetário Nacional.
O pagamento do credito rural contraído é feito após um período de carência, variável conforme a atividade agrícola em questão. Uma das vantagens do crédito rural é que as taxas de juros são normalmente mais baixas que as de outros tipos de financiamento, podendo variar de 2 a 25% conforme a instituição financeira. Existem ainda programas específicos de empréstimo para o campo que fazem parte das políticas publicas do Ministério da Agricultura.
Cerca de 65% das captações em poupança dos bancos federais tem que ser aplicadas em credito rural. O Banco do Brasil é o maior financiador agrícola do país, mas tanto instituições públicas quanto privadas estão autorizadas a fornecer o crédito rural. Informe-se no site do Banco central, em sua cooperativa ou nos bancos de sua região.